I zimbra, porque a mim ninguém me tira que o velho Fear of Music

dos não menos velhos Talking Heads é o disco certo para os dias que correm. A reter a excelente Felícia Cabrita na revista Sol. A desmontagem do ” herói ” que para mim nunca o foi, eu que nunca chorei por Timor e desde OCavaco e o Kombate vou repetindo, ( quase sózinho ), o mesmo sobre a figura. O Xanana, portanto. Quanto ao resto pouco mais que está calor e hoje é segunda feira. Se dúvidas houvesse sobre a qualidade política que nos rege, num País onde preocupante não parece ser o crescente relevo institucional da Maçonaria, é ouvir em 2008 um Jorge Lacão invocar os velhos clichés da razão iluminista para comprovar a justeza de umas banalidades a que chama combates. Essa, a razão, a que leva, ( na cabeça dele, presumo ), ao Progresso, daí ao Estado e logo depois à Ordem. O resultado dessa salsada, esquece-se, foi o Goulag, por exemplo, e logo depois a esta implosão da pós e da sobre modernidade onde o optimismo desses imbecis não consegue esconder a quem ama o Caos que o projecto, a manipulação, a administração, a domesticação, a intolerância, tudo isso a que chamam Razão é o exterminar da Liberdade, coisa que pouco tem a ver com a legalização do crime de Aborto, a tal Liberdade que pouco tem ver com a farsa democrática. Estupidez lapidar, ontem ainda, no Público onde em duas linhas, um jornalista comentador, Howard Kurz, tem a coragem de se referir ao Unabomber Theodore Kaczynnski como um serial killer. Assombroso, realmente. Tanta lata, tão pouca substância. Felizmente continuam por aí alguns teimosos. Valha-nos as férias, assim.

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