Acordar, olhar as ruas e uma velha canção

vinda de lado nenhum, let’s the good times roll, o País, pois, onde até a Primavera tem tons de Outono em dias de “delírios confusos e impropérios”, ( Trackl ), muitos. Confuso ando eu com a discussão que por aí anda sobre as esquerdas e direitas do que, para mim, é o saco de gatos do parlamentarismo burguês, do CDS ao Bloco. Seja como for: a tribo multicultural e transnacional do Iscolari assegura, parece, o engavetar da crise por uns tempos. Já Marx, homem pouco flexível e de vistas curtas, não percebeu que a libertação dos trabalhadores não passava senão do direito ao espectáculo de pão e circo e a felicidade a uma economia da dissipação onde o mundo já não é o mundo porque o mundo não consiste em coisas que consumimos, mas em coisas de que nos servimos. O animal laborans rendeu-se à sociedade de consumo e esta à cultura de massas. A Revolução foi aniquilada, provisóriamente esperemos, pelo lazer. ( Isto não é original. A Arendt explica-o muito melhor ). Já o dizia Catão: nunquam se plus agere quam nihil cum agerei, nunquam minus solum esse quam cum solus esset. O pesadelo continua por aí, como o lixo em Itália, apesar das aparências e poucos gostarem de enfrentar e pensar na brutalidade do real. Para os catecistas de serviço que teimam em não querer perceber a pulsão básica dos povos e nações, aí fica a prova dos nove: em falando de Xenofobia, 2 e 2 são mesmo é 22. Recomenda-se um olhar atento e inteligente ao massacre de imigrantes na África do Sul. Pois é.

( Com a minha sabedoria conhecida em torno disto estou com dificuldades em lançar comentários, tendo o painel do mesmo bloqueado. Se apaguei alguém, as minhas desculpas. Penso ter arranjado uma solução. Não sei se irá funcionar. As minhas desculpas a quem aqui veio. Vou, com tempo, tentar resolver o problema. O do K’mrd Belzebu, pelo menos, entrou ).

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2 comentários

  1. Ver a capa de hoje, edição impressa do Público e do Liberation.

  2. A única diferença entre Portugal e a cidade de Nápoles, é que nós conseguimos arrumar o lixo todo no Parlamento e eles espalharam-no pela cidade!

    Aquele abraço infernal!


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