http://nacionalistas.wordpress.com/2008/06/30/o-ponto-da-situacao/

I zimbra, porque a mim ninguém me tira que o velho Fear of Music

dos não menos velhos Talking Heads é o disco certo para os dias que correm. A reter a excelente Felícia Cabrita na revista Sol. A desmontagem do ” herói ” que para mim nunca o foi, eu que nunca chorei por Timor e desde OCavaco e o Kombate vou repetindo, ( quase sózinho ), o mesmo sobre a figura. O Xanana, portanto. Quanto ao resto pouco mais que está calor e hoje é segunda feira. Se dúvidas houvesse sobre a qualidade política que nos rege, num País onde preocupante não parece ser o crescente relevo institucional da Maçonaria, é ouvir em 2008 um Jorge Lacão invocar os velhos clichés da razão iluminista para comprovar a justeza de umas banalidades a que chama combates. Essa, a razão, a que leva, ( na cabeça dele, presumo ), ao Progresso, daí ao Estado e logo depois à Ordem. O resultado dessa salsada, esquece-se, foi o Goulag, por exemplo, e logo depois a esta implosão da pós e da sobre modernidade onde o optimismo desses imbecis não consegue esconder a quem ama o Caos que o projecto, a manipulação, a administração, a domesticação, a intolerância, tudo isso a que chamam Razão é o exterminar da Liberdade, coisa que pouco tem a ver com a legalização do crime de Aborto, a tal Liberdade que pouco tem ver com a farsa democrática. Estupidez lapidar, ontem ainda, no Público onde em duas linhas, um jornalista comentador, Howard Kurz, tem a coragem de se referir ao Unabomber Theodore Kaczynnski como um serial killer. Assombroso, realmente. Tanta lata, tão pouca substância. Felizmente continuam por aí alguns teimosos. Valha-nos as férias, assim.

Ganha quem marca. Sem problemas. Agora:

apesar do patrão e de ser sempre conveniente agradar à voz do dono, para quem viu o jogo na TVI, era necessário ter de suportar a exaltação espanholesa vibrante, abjecta e vergonhosa de um homenzinho a comentar o desafio entre olés, magníficos e maravilhoso, sem sequer saber pronunciar os nomes dos alemães? Estamos em Portugal, porra! E eu não sou espanhol!

África em seis letras.

Terão convidado o engenheiro?
Ler este.

Bom domingo.

Riam-se com as ameaças do Socolari. O que irá fazer então o Xanana?

( PR e Bernardo na política, na cozinha e às voltas com o futebol. Acreditem ).

Paranhos, actores diferentes, o mesmo guião.

Agora uma professora agredida, a repetir o óbvio na SIC. Casos abafados nos C.E.’s, Associações de Pais e outros que tais a clamarem solidariedades obscuras e excelências que se não encontram, o carácter isolado da coisa em mais uma escola exemplar, a violência que eu, como pai e alguns professores, teimosamente vejo mas que não existe. Como a DREN, afinal. Parece. O mau sou eu que para lá disto tudo só não percebo porque raio uma classe política como a do engenheiro, maioritáriamente saída, tarde, a más horas e a martelo das Faculdades, não institucionaliza as velhas passagens administrativas do saudoso PREC. Melhor só a ascensão meteórica da PT do nosso amigo Bava, sempre ele, agora com o controle da televisão digital terrestre, mesmo quando mais uma vez o mentor e padrinho do moço aparece em nova embrulhada. Pois, o Efisa, o BPN, o Berardo e o velho conhecido Vakil. Ora bem. Continuem todos ceguinhos e tenham um bom fim de semana, Camaradas. A Revolução é isto! ( Mais aqui  . E na SIC ).

Dos Camaradas do GAIA, a pedirem divulgação:

Entre os dias 7 e 9 de Julho estará a decorrer a reunião dos 8 países mais industrializados/ricos do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), na qual irão ser debatidas, entre outras, a economia mundial, o desenvolvimento de África, o aquecimento global e as alterações climáticas.Talvez pareça à primeira vista que a importância destes encontros, não deveria ultrapassar as fronteiras dos próprios países que se reúnem. Contudo, o impacto das decisões que daí advêm, têm um alcance global e vezes demais destrutivo e opressor. O poder económico destes 8 países é tal que, o que por eles é decidido nesta espécie de “cúpula” do poder rapidamente se converte em directivas políticas e de mercado, impostas ao mundo inteiro. O G8 determina políticas globais sem ter legitimidade para o fazer, da forma menos transpa rente possível fechando os portões à democracia.

De forma a proteger a sua economia em prejuízo de todas as outras, os países que integram o G8 são grandemente responsáveis por políticas cujas consequências são: aumento da pobreza e da fome resultando nesta crise alimentar; directivas comerciais que se traduzem na imposição (via OMC, FMI, Banco Mundial) na liberalização dos mercados agrícola e das pescas fragilizando e destruindo a economia de países em desenvolvimento; aquecimento global e perda de biodiversidade associada às alterações climáticas; desflorestação em prol de agrocombústiveis e monoculturas; por uma política de patentes que no caso dos medicamentos condiciona gravemente o tratamento das populações com menores recursos económicos, proporcionando a escalada de doenças como a SIDA.

Em resposta a este crescendo de abusos, a resistência é fértil e propaga-se que nem ervas daninhas. A oposição à reunião do G8 reúne à escala mundial, centenas de milhares de indivíduos e grupos que diversos nas suas campanhas, convergem na oposição a esta maneira de fazer política. 

Dia 29 deste mês (próximo Domingo), pelas 16:00h, na Horta Popular da Mouraria (à Graça, acesso pela R. Damasceno Monteiro) vem partilhar connosco ideias, perspectivas e sugestões tendo em vista a realização de acções não violentas contra a cimeira do G8 no Japão.

A Via Campesina está a apelar à mobilização do movimento contra o G8 no período de 4 a 7 de Julho, para realizar acções no âmbito da soberania alimentar, alterações climáticas e perda de biodiversidade.

Apesar desta chamada internacional partir (entre outras) da Via Campesina, a contestação ao G8 engloba uma diversid ade de grupos de acção, campanhas e indívduos que no dia a dia, lutam contra o desenfreado capitalismo que nos ataca e põe em causa habitats e seres vivos como nunca, com as consequências sociais dramáticas que conhecemos.

Esta é uma oportunidade de trabalharmos juntos por um objectivo comum, maximizando o impacto da sociedade civil nas políticas que nos impõe dia após dia.

Até Domingo.

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