Tristonha, tristonha, a cheirar a toda a decadência

que corrói, crescente, a cidade. Em noite de São João, a reter, os bailaricos com música pimba brasileira, pois, e a surpresa ( apesar do sorriso azedo ) de encontrar Rui Rio a festejar uma data da cidade que ele tanto detesta. Se calhar, obrigações. O Costa de Lisboa também veio e, para mim, já me cheirou não a sardinha mas a arranjos futuros do Bloco Central. Mais juízo teve o Tsvangari que fugiu. Se calhar, enquanto a CMLisboa se preocupa com o museu dos judeus e o engenheiro, sinuoso, ( mas que de inadaptado não tem nada ), aproveitou o discurso sobre a liberdade religiosa para continuar a atacar a Igreja Católica em nome da defesa dos valores multiculturais ditos tolerantes, ( digo-o eu que não sou católico ), também nós o devíamos fazer. Fugir. Nem a Sociedade de Matemática, os profes de Português e Química protestavam e denunciavam o jogo viciado e óbvio do nivelamento por baixo da escola inclusiva, como os alunos do Valsessina, nem Daniel Sampaio tinha de rectificar a Ministra, nem eu andava confuso com o protagonismo de um tal Monteiro Valente, presidente de uma Federação das Associações de Pais do Porto, ( amigo, por acaso, de um tipo que ou é mentiroso ou incompetente na máquina da DREN ), e que está francamente empenhado e obcecado com a defesa do Ministério da Educação, a proximidade de eleições e com o sucesso ( que aplaude ) da destruição em curso do ensino privado. Coisas tristes, digo eu que de futebóis percebo pouco mas topo um pintas à distância e mantenho, teimoso, a esperança. Azar é as crianças, ao contrário da corporação docente, não votarem e haver cada vez mais gente a não se calar. Como os agricultores, agora. Haja ânimo, portanto, que entre o café e os cigarros há sempre tempo para ouvir os Kills. E manter o humor, também, no meio de tanta pantomina. Afinal não há C.E. ou Director de Turma nenhum que me convença ter a Alemanha nazi invadido a Holanda em 1946, por exemplo. Ou que um professor bem ” referenciado “, não pelas suas capacidades pedagógicas,  tenha o direito de pedir páginas dos diários dos alunos. Mesmo quando, o mesmo professor, a Inglês, para investigação de referências da Cultura anglo-saxónica, propôs o nosso conhecido Michael Jackson. Lapidar, lapidar. Siga a festa que hoje, por aqui, é feriado. ( Declaração de interesses: assim como recebi o telefonema solidário, disponível e atento de Miguel Portas e outros bloquistas de topo, enquanto amigos, também os recebi do CDS/PP. E já, já trabalhei para Paulo Portas, noutros muito longíncuos tempos. O conteúdo deste blogue fala bem sobre a minha real distância dos interesses partidários ).

3 comentários

  1. Ora nem mais, um abraço e as melhoras

    Santos

  2. Pinto Ribeiro,

    Folgo muito, K’mrd, de te voltar a ler, e em plena forma, apesar das limitações a nível dietético… mas isso passa. No meio de tudo isto, que nos valham (desculpa-me a possível tentação) as sardinhas assadas, sem o sabor corrompido por “correcções” vindas de directivas europeias, ou lá o que sejam essas intromissões na nossa sagrada petiscaria.
    Mai nada!

    Um abraço, também da Lola, que anda ocupadíssima, a todos.

  3. […] uma professora agredida, a repetir o óbvio na SIC. Casos abafados nos C.E.’s, Associações de Pais e outros que tais a clamarem solidariedades obscuras e excelências que se não encontram, o […]


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