Porta de Brandeburgo e eu a cuspir alegrias perdidas

mas sem desistir de lugares com vento e flores, num piscar de olhos a Swinburne, mesmo ou apesar das soluções que não encontro para estes tempos de pós história onde a globalização é a do Capital autoritário e das teias electrónicas e virtuais onde se anicha a imbecilidade crescente. Onde o fim do Estado será, se calhar, o das Nações e a Identidade o renascer do espírito de Comunidade, da Tribo. Pouco importa afinal quando todos sabemos que a legitimidade da Democracia assenta na não participação e nas abstenções crescentes, superiores a 50%, que sustentam a credibilidade da farsa. Mesmo havendo, parece, quem sabe mais de mim do que eu, já o meu Pai me ensinou a teoria dos ciclos sociais e económicos. Para quem não sabe, antes de morrer, saído directamente de Caxias em 1975, preso às ordens da Liberdade, do revolucionário Otelo, o meu velho pai fascista, a quem faltou o golpe de asa de outros para se reciclar e acabar ministro como outros do Portugal de Abril, lapidar quando soube do levantamento de rancho, ( um golpe? militar? o País está tramado… ), simpatizante dos Provos holandeses, era viciado em Led Zeppelin e explicava a História com o exemplo evolutivo da banda, desde ” rock and roll ” a ” Kashmir “. Da euforia ao colapso. Parece que tinha razão. Infelizmente não me consta que haja uma nova punkalhada ao virar da esquina. Assim como assim, o que nunca parece é, ou vice-versa, o que também descobri em Paris, 1976. A merda da receita marxista, a hipocrisia da contestação ao Sistema, o Bukowski, o Tom Waits e o cinema de um facho, outro, pois, o Eastwood que levou 30 anos a calar a intelectualidade que, não parecendo, só vê a preto e branco. E, afinal, em Londres sempre havia o Exército de Salvação. ( Por cá faziam-se subempreitadas na Lisnave, ao fim de semana, a limpar porões de nafta e a ganhar pipas de dinheiro para tocar guitarradas no 1º andar do Canecão com os futuros UHF, pagar a Universidade e andar com um pé sempre lá fora. Os operários, esses, rebentaram com os estaleiros em nome da Revolução e barcos, a velha frota do meu Pai, desapareceram ). Eu que não sou herdeiro de coisa nenhuma, ( muito menos, como uns tristes blogonautas que por aí vagueiam, do Débord, nos intervalos que me restam de um quotidiano miserável de manga de alpaca escondido atrás de um PC, travestido de artista, como muitos onanistas por aí a parasitar e a net salvou de um anonimato mais ou menos sórdido ), pelo menos sei que, entre o Nobama ou o MCsame, no fim ganham os chineses e, com sorte, o milénio europeu acabou às mãos do obscurantismo islâmico onde, com tempo,  a sharia vai mesmo impôr-se na Gra-Bretanha de Sua Majestade. Bem bom, claro, que ao multiculturalismo já foi pedido demais. A melhor 1ª. página do ano, hoje, no Público.  Edição onde fiquei ainda a saber que sou ultramontano e de um tempo passado. Seja, mas insisto: o Aborto é homicídio legalizado. Antes isso que ser Martins e de ter medo do Museu de Salazar, personagem a que, sabem, pouco ligo.  Mesmo quando não posso deixar de rir com a defesa da Memória de Fernando Rosas. Leiam-se os manuais de História onde o PREC não existe e a tragédia humana da descolonização, cá e lá, merece o tratamento que conhecemos. Onde heróis são os desertores e esquecidos os que combateram, bem ou mal, por Portugal. Mais: onde, no Parlamento, se vota contra a congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt. Por menos foi o Mário Machado dentro mas o PCP tem a herança anti-fascista. E , também o sabemos, a tolerância faz-se disto. Pobre de quem tem medo de fantasmas. Pobre esquerda que nunca leu e aprendeu com a Rosa Luxemburgo. Tenham um pouco de tino. E de vergonha. Apesar da Propaganda. Vergonhosa e ilegal, parece, esta encenação a esconder uma guerra norte/sul, onde Pinto da Costa tem mesmo de pagar ser um ganhador. Mas valha-nos isto. Em forma, em grande forma, o Tricky. Bom fim de semana Camaradas.  ( Ouçam este, que de óasis sabe ele ). 

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