Quinta da Fonte, frenesim televisivo e a necessidade de contextualizar.

Li algures. Como li, os racistas saem da toca. Nós, os que estamos fartos. E que, com sorte, não somos modernos. Nada que surpreenda. Os mesmos de sempre precisam de caracterizar a excepção da ocorrência, que o não é. A pretensa anormalidade dos factos. Infelizmente a Quinta da Fonte não é só, apenas, um caso. É mais um caso num crescendo crescente.É ouvir alguém, um preto, em directo, a dizer clara e tranquilamente que quer ser africano num bairro só africano. Xenofobia, racismo, aqui sim, e as patranhas todas sobre a integração estilhaçadas naquelas palavras bem pensadas. No nosso País. É a falência do discurso multicultural. Da defesa da Imigração, a que, pelos vistos, já nem os ciganos escapam, desta vez, esquecidos no silêncio dos seus defensores habituais, vergados ao peso da negritude. Não tentem captar a simpatia de quem vos despreza visceralmente e vos conhece fraquezas psicológicas e ideológicas. Levem-nos para os vossos prédios e condóminos privados. É ódio, ódio a quem acolhe e recebe, é ódio o que se sente à flor da pele. Acredito que não seja agradável. Mas é real, coisa a que a nossa esquerda, estalinista ou caviar, é avessa. Sobre a mentalidade pré-conceituosa desta intelligentsia satirizou já Orwell. A mesma que leva alguém a não assinar no Público, hoje, uma notícia distorcida. França recusa cidadania a mulher pela sua prática religiosa. ( Muçulmana, no caso ). Lê-se e consulta-se. A marroquina é salafita, ( uma corrente moderada do Islão, como se vê da Argélia ao Afeganistão, passando por muitos terroristas activos no Iraque ), e apresenta dados ostensivos de recusa de assimilação aos valores fundamentais franceses. Como, segundo a notícia, o salafismo promove um regresso aos valores iniciais do Islão ( como os bons dos tabligh e dos wahhabitas, se a raiz não for comum a todos ), a senhora nunca tira, por exemplo, a Burka, indumentária estranha aos tempos do Profeta Maomé. ( Qualquer Ayatullah, das Escolas de Najaf a Qoom o dirá ). A deliberação é do Conselho de Estado Francês e o artigo, inteligente, salpica muita indignação. Sejamos coerentes: quem não lhe deu, e bem, a cidadania francesa é por saber ser a marroquina uma fundamentalista islâmica que recusa os valores do Ocidente. Que siga a festa, portanto. A modernidade de Sócrates e Martins, passeou ontem cem gatos pingados na marcha do orgulho (?) gay. Haverá um orgulho hetero ou isso será pré-moderno? ( Mais: que tem a preferência ou orientação sexual a ver com orgulho? ). A Nação é a ponte entre o futuro e o passado. Ser patriota nada tem a ver com conservadorismo. Nenhum verdadeiro revolucionário pode ser internacionalista. Disse-o, outra vez, o bom do Orwell. É tempo de ter coragem e mandar às urtigas os imperativos do políticamente correcto. África fala por si. O Islão, parece que também. Mesmo e apesar destas confraternizações. ( Ao que parece, preferencialmente, pagas pelo dinheiro alemão ). É tempo de enterrar complexos, denunciar o que deve ser denunciado e defender sem medo a nossa Europa. Afinal, o branco como eterna desculpa já só convence quem cobardemente capitulou e pactua com situações a que, em nome da Liberdade, temos mesmo que dizer, NÃO, JÁ BASTA. 

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1 Comentário

  1. […] Sobre isto já tinha escrito, neste […]


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