Pilhando Nietzsche apetece escrever:

 

” uma época que sofre daquilo a que se chama cultura geral mas que não tem cultura, nem na sua vida unidade de estilo, nunca saberá o que fazer “. No caso, referia-se à Filosofia. Hoje poderia ser sobre outra coisa qualquer, hoje, quando a Filosofia foi arredada de um quotidiano feito de vulgaridades banais, pautadas pela imensa cobardia de quem, como nós, já foi civilização. Da cobardia europeia falou, nem por acaso, na sua quase solidão profética, Soljenitsin, no decantar desta aurora de barbáries várias e que se prolongam muito para lá do Goulag. Cobardia cívica, disse-o de forma clara e límpida quem, é bom não o esquecer, desprezava tanto o regime comunista como a euforia capitalista. Ontem, como hoje, brutais são as palavras de Anaximandro: ” qual é o valor da vossa existência? E, se nada vale, porque existis ? “. Exemplar, este.

Anúncios

Deixe um comentário

Ainda sem comentários.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

  • Blog Stats

    • 61,864 hits