Saúde-se o regresso da Rússia ao lugar que é o seu e deixe-se,

mais uma vez, o Bush a falar sózinho. Já dizia, nem de propósito, Soljenitsyne, ser ” o declínio da coragem sinal percursor do fim “. Assim como assim, registe-se ainda: o nacionalista Le Pen a vender sedes do partido a chineses, mesmo sabendo todos que os porcos do Capital não têm pátria nem nação. Ou a SOS Racismo, tão calada na Quinta do Conde, a ladrar por causa dos brasileiros do BES. Lapidar. Como lapidar é ler o Público com preocupações anti-xenófobas, presumo, a avançar com números sobre a criminalidade imigrante de 2001 e 2005. Eu queria é de 2007 e 2008. Como me ri com as declarações apressadas de Leonel Carvalho e do Governo sobre as tais bases da ETA. Interessante o artigo de Helena Matos a elevar os níveis de discussão e a fazer o Mário Soares entrar na reflexão. Outros níveis, claro, menos sensacionalistas, precisamente, mas se calhar muito prosaicamente a explicarem quem manda ” apagar ” reportagens e notícias na imprensa portuguesa. Das explosões populares anti-árabes com pichagens a Mesquitas, fotografadas, à aflição de alguns por saberem andar por cá sem dar cavaco a ninguém a Secreta espanhola a controlar e a vigiar cybers paquistaneses. Assim, sim. Começo a perceber. Valha-nos, insisto, o Baltazar Gárzon, que, ( outra vez Soljenitsyne ), a imprensa é o local privilegiado onde se manifesta a doença mental do nosso século: a esquizofrenia. Mas não só. A manipulação consentida. Cuidem-se que a coisa vai-se complicando. Qualquer dia nem à retrete vamos incógnitos. Ninharias, eu sei.

3 comentários

  1. Hoje já chegaram notícias de cessar-fogo, o que é sempre de louvar… Tem razão em relação aos dois pesos e duas medidas no que diz respeito à Ossétia (e à Abecássia, não esqueçamos…) ou ao Kosovo. Mas ainda se espanta? Quanto às outras questões que aqui levanta (muito pertinentes) só gostava de ver menos rancor em relação à imprensa… Acredite, por vezes é preciso mais tempo, mais paciência, contornar obstáculos e negociar espaços mas ainda é um dos raros sectores onde se pode fazer a diferença, também na defesa das liberdades que tanto prezamos. I’ll keep in touch. P.

  2. Acerca do “racismo” no BES, dizer-se isso é uma estupidez! Quer dizer, qualquer diz os polícias têm de ver antes qual a raça do assaltante.Assim, se for negro, chama-se um polícia negro, se for cigano, chama-se…há polícias ciganos?! Eu não sou racista, quem comete um crime corre riscos, a morte é um deles!

    Fica bem!

  3. Como em tudo, há bom e mau P..
    Nada de rancores. Apenas a contastação de como funciona a coisa e os fretes que se fazem mais certas ligações perigosas como alguma imprensa estar perfeitamente controlada e servir de caixa de ressonância do que interessa a certo Poder e a certas polícias.
    Afinal, eu também ando no ramo…eheheheh…
    Bjinho.


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