Post em elaboração, parte 2. Com um pedido de desculpas a Helena Matos

por esta minha tendência para perder tempo a arrumar ideias sobre ninharias sensacionalistas. Testemunho de uma refém: ” Tinha um saco cheio de dinheiro, para além da carteira, e eles não ligaram ao dinheiro. Queriam é ir ao cofre “. E foram. Entrou, pelo meio, um polícia, falou com os reféns, não percebeu nada mas lá saíram todos. Menos os funcionários do BES. Cá fora havia um carro. De piscas acesos. Pelas regras haveria, sempre outro elemento. Disso saberá certamente a nossa PJ que ministro temos. E com um enorme sentido de non-sense e humor desenfreado. Como a PJ também sabe consistir o carjacking no roubo de carros e não na execução de pessoas, a frio, por encomenda e por razões que, se calhar, por quem envolvem, não convem explicar. No carjacking não se deixam no sítio os carros porque se matou e assaltou. Acho. Digo eu que sei pouco e pergunto muito e, por causa, até sei das remessas clandestinas, para casamentos combinados e comprados, do Mahrus de braço dado, diz-se, com cidadãos exemplares, imigrantes residentes e bem integrados, sem dúvida, ligados aos Tablighs, por acaso. Afinal, como não existem acasos, acreditemos no líbio e ficamos a saber que Mahrus, o holandês, é amigo, diz-se, de um tal Faeik, amigo do Tafar, que é amigo do Abdrahamane, que é amigo…pois. Dizem, claro. Coisas humanas, eu sei, merecedoras de compreensão e a lembrar-me o Aristósteles da Ética a Nicómaco, até porque a legalidade e a ordem pouco têm a ver com integridade moral, conforme ensinou a quem aprendeu Hannah Arendt. E o Povo pouco sabe dos perigos da apatia, de rejeição, condenação, escolha ou da obrigação de tomar escolhas ou sequer fazer juízos. Razão teria o Tertuliano: nec ulla magis res alinea quam publica. Com crise, haja férias e brigadistas nacionalistas a caminho da Ossétia, um pouco de toda a Europa, o Sócrates felizmente desapareceu, venha o bronze e mais circo só em Setembro. O resto são preconceitos pré-modernos de um céptico teimoso como eu, velho velho do Restelo, a procurar não perder o sentido do real. Em Loures os GNR’s que se cuidem, ahoi! Implosão da Justiça? Aumento desenfreado da criminalidade? Notícias típicas de Agosto? Pois, claro, evidentemente.

1 Comentário

  1. Ora, em contrapartida, por aqui posts não faltam. Já os li todos. Por vezes de acordo, por vezes não, como de costume… mas bons posts, em todo o caso.

    Bom fim de semana e um abraço.

    Alien8


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