Um dia destes chove mesmo. Travis. Taxi Driver.

 Ontem, na RTP 2, de uma actualidade brutal e mais uma vez a confirmar porque raio adoro este filme fascista, logo hoje, em que por mais um acaso fortuito, uma excepção, novo tiroteio em Loures entre gangues pretos imigrantes faz mortos e prova como sou um preconceituoso racista. Sempre é melhor do que perder grande tempo a ler análises mais ou menos redundantes de uma previsibilidade gritante. Ou as notas engajadas sobre esse tipo que de tão esquivo soa, todo ele, a um enorme bluff, o Hussein NObama. Do ridículo, mais aqui( Eu preferia o Nader, ou no mínimo a Paris Hilton e, como tal, estou à vontade para bocejar com o habitual jornalismo militante do Público, por exemplo. Mesmo assim, a reter, um texto inteligente dessa Senhora não menos brilhante, Maria Filomena Mónica, sobre alguém que bem merecia mais atenção: Alexis de Tocqueville ). Pelo meio algumas barbaridades redundantes como terem descoberto haver uma cena punk excitante em Praga nos idos 77, como a havia no leste alemão. Ou sobre esse carro memorável, o Trabi, o de Zwickau, Saxónia, num texto que se esqueçe de referir que hoje, como muitos outros produtos made in DDR de volta ao mercado, ele, o Trabi, ser para muita gente um símbolo de resistência à ideia da unificação que foi, na verdade, uma anexação. Que o diga o do Bernardo e o meu, bem guardado em Hubertus Strasse. A ignorância é fácil, dá paragonas, aliás como a demagogia. Sendo domingo e a paciência pouca, nada de novo na frente de Leste. Uma explicação apenas: não tenho falado dos Jogos de Pequim por opção POLÍTICA. É o meu humilde contributo para o boicote. Mas, como alguns que começam a aparecer, não consigo perceber o dinheiro gasto com aquele grupo de excursionistas que mandamos à China. Pior do que os resultados só as declarações de quem nos sai do bolso. Menos mal, o nigeriano Obikwelu, a pedir desculpa. Os colegas portugueses, se lá estão alguns, podiam aprender algo com o moço. 

7 comentários

  1. Pinto Ribeiro,

    Nunca tive um Trabi, mas já andei em vários, em tempos. Trabant🙂
    De acordo quanto à anexação, claro. E à Paris Hilton!

    Abraços.

    Alien8

  2. Como sempre, vosso blog sempre a exprimir as coisas de forma tão verdadeiras (uma verdade necessária e não necessariamente a do “politicamente correto”). Voltei de vez agora…enquanto isso vou derivar um pouco…porque precisamos fazer sempre a apologia da deriva, estranhar o mundo e nós mesmos.

  3. K’mrd Alien: eu só tenho meio trabi…eheheheh…a sério. A meias com o Bernardo. E uma medalha por serviços e uma bandeira da DDR. Com muita honra, mesmo. Abraço.

    Benvindo Allison. Passo lá assim que tiver tempo. Um grande abraço.

  4. […] tudo isto, com o mau feitio habitual, já aqui tinha […]

  5. O senhor pediu que o tratasse por doutor no arrastao. Mas parece-me que, até eu, que sou uma miúda, sei que esquecer não se escreve com ç “(…)o Trabi, o de Zwickau, Saxónia, num texto que se esqueçe de referir que hoje(…)”
    E fará se fosse já doutora… De qualquer maneira, senhor doutor, muitos parabéns pela escolha, excelente filme.

  6. Em cheio Joana. Só um lapso: eu prefiro é que me tratem por PR. Leia bem. Senhor é que não. Já cá andam muitos.
    Se calhar no meu tempo, já não sou um miúdo era com ç. Vou pensar. Agora com a adoção do brasileiro, pior.
    Saudações.

  7. Era mais fácil dizer que no pc tou quase cego…eheheheh…


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