Escreve que sim, que há dois pesos e duas medidas,

José Manuel Fernandes, hoje editorial no Público, lado a lado com um texto hilariante do embaixador americano, ( que, curiosamente fala do espectáculo olímpico da China comunista sem nunca referir o Tibete, naturalmente. O Cáucaso. Sempre estamos melhor assim. Clarificando posições. As normais em quem foi moldado pelo maoísmo e descobriu a Luz nos neo-cons. Que, dizem, percebe de automóveis mas, se calhar, numa pegou numa arma ou conhece um cenário real de guerra. E, sim, concordo, está-se a brincar perigosamente com o fogo, prática secular da política externa norte-americana que, agora, curioso, se lembrou outra vez das estruturas transatlânticas. Digo-o eu que não alinho no populismo chavista mas que sei ter sido o pós guerra na Europa e a ocupação, de facto, desse espaço pelo colonialismo económico, cultural e militar dos USA a fonte de todas as tragédias que vivemos, das nossas ruínas civilizacionais. Por mim deviam não só citar Clausewitz como também estudar História. A Rússia pode ensinar muito a esta gente. Já na Ucrânia. Haverá que dar tempo ao tempo e cá estaremos para apanhar as canas, como no Iraque. Por mim, duvido que encontrem muitos europeus prontos a morrer, na nossa Velha Europa, pelo Tio Sam ou pela Polónia, ( a quem ficava bem, já agora, devolver à Nação Alemã os territórios que lhe roubou em 1945 ). Uma mera questão de escrúpulos mesmo sabendo que esses criaram Abu Graib ou Guantânamo. Nem com o NObama irão arrastar o povo europeu para os seus novos delírios. Afinal, mesmo os Governos democráticos europeus fogem, como se viu no Tratado de Lisboa, da opinião e da vontade dos seus cidadãos. Tudo redundâncias, portanto, bacoquices, como a propósito do advento do pós-racial. Temos de facto uma crise grave pela frente. E essa é a do divórcio total entre pretensas élites que vivem num mundo virtual e o mundo real. Quando acordarem e perceberem, vão ter medo. Nem os nacionalismos morreram nem a História acabou. Como medo deve ter o amigo do engenheiro, o terrorista Khadaffi, naturalmente recuperado por Sarko e Bush, procurado pela Justiça libanesa e condenado à morte pelos xiitas do Hezbollah. Nem mais. A pobreza aumenta. Um quarto do planeta vive com 90 cêntimos/dia. Cavaco prega e faz de oposição, por muita razão que tenha, embora Louçã esteja a mostrar não ter a sua social-democracia qualquer linha ou rumo em matéria de Segurança. Como o Governo, aliás. E tem, no caso. Faz hoje anos que nasceu von Goethe. Terá Thomas Stephenson lido o Fausto? E saberá onde fica a Síria, o Líbano ou o Irão? Por exemplo. Como o Afeganistão.

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1 Comentário

  1. […] A propósito deste. […]


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