Diz Vasco Pulido Valente que só nos resta esperar

 a propósito dessas miudezas a que também eu volto ciclicamente. O crescente controle dos cidadãos, ( do novo B.I. aos chips nos automóveis, passando pelo superpolícia ou aos dados pessoais nas mãos da Banca ), os quais, naturalmente, parece pouco incomodarem o Povo com ” o inferno que se prepara “. Eu diria que, no possível, no limite, resta ir boicotando o que se pode e viver em quase clandestinidade. Com os custos que isso acarreta mas que, perante a implosão evidente do Regime ou o colapso do Estado, ( por omissão, incompetência e incapacidade deliberadas ), é possível. Afinal como explicar de outra maneira a encenação policial dos últimos dias a  não ser ser a insegurança e a criminalidade dispersas servirem na perfeição os interesses e objectivos de um política de cariz repressivo e securitário? A polícia dos shows nos bairros problemáticos e das operações stop que caçam uns bebedolas é a mesma polícia que não quer, não consegue ou não pode limpar uns meros quarteirões ou 2 ou 3 ruas, no Porto, por exemplo, onde poisam ilegais, de brasileiros a paquistaneses, traficantes, travestis, putas, dealers de droga, armas ou documentos falsos. Curioso, ou não?  Porque veio agora à baila a questão da privatização da segurança ou da cobrança de multas? Isto no País onde nunca há conclusões. Esqueçam portanto a Segurança que em causa não estará o combate à criminalidade, real, conhecida, ao dobrar da esquina, ( fora a outra, a de que ninguém fala ), apesar de umas rusgas e prisões para enfeitar, mas sim o controlo objectivo dos cidadãos, a intimidação concreta do exercício das liberdades individuais. O resto é paleio e circo que pão não há. Para alguns, claro. Imbecilidades muitas e farsas outras tantas. ( Já agora, muito interessante, hoje no Público, a ler Fernando Nunes da Silva a desmontar primorosamente as falácias pós modernas, sic, de Rui Tavares e dos sociais-democratas do Bloco de Esquerda ). Resta sorrir: com o desconforto e a irritação latente da nossa gente moderna com os relatórios da OSCE a responsabilizarem a Geórgia pela guerra no Cáucaso onde, cito, cometeram crimes de guerra. Ou, melhor, com a escolha de Sarah Palin. Pois é. Valha-nos que o NObama, Hussein, matriculado na escola como muçulmano, sunita, face ao furacão Gustav,  vai rezar por New Orleans. ( Voltado para Meca? ). Admirável homem de acção. Já dizia o Soljenetsine: existem muitas maneiras de matar um poeta. A poesia, essa já morreu, acho eu que pouco sei. Sei lá. Olhem, Holodriódrio!, porque há dias em que só me ocorre o Optimista do Karl Kraus. Afinal, segundo Sofia Branco, até o pobre do Pierre de Coubertain, em 1896, era machista. Assim, preto no branco, em tons de inquisição, esse fogo onde a Modernidade quer enterrar e catalogar tudo o que na História foge aos seus tiques totalitários e políticamente correctos. Boa semana, se for. E algo concreto que poderá fazer sentido. Se incluir um espaço alargado a crianças e idosos.      

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