Fede, senhores. Dados, números: 4 crianças por dia são vítimas de abusos sexuais em Portugal.

O que não fará de Pedroso um pedófilo. Ou que não possa, como parece, estar inocente. Mas em que o caso Casa Pia, num julgamento interminável que interessa a alguns, certamente, continua por esclarecer cabalmente uma história obscura e sórdida que, parece, se arrasta a anos. Se arrastou durante décadas. Onde há muita coisa que não se consegue mesmo entender. Onde fica provado que os critérios judiciais não são iguais para todos.  Onde não restam dúvidas que em Tribunal os amigos e os pesos políticos contam mesmo muito. Onde se fica a saber que temos uma comunicação amestrada e pacífica. Onde as crianças, as vítimas reais, de facto, já passaram há muito para onde sempre estiveram: em segundo plano. Onde se percebe que a situação dessas crianças, muitas delas hoje adultas, não tiram o sono aos barões do Regime. Do Poder. Onde muita gente, por falta de explicações claras, fica mal numa fotografia abjecta. Pior mesmo só o cidadão comum ver que, para lá do paleio institucional, há mesmo a Justiça dos ricos e a Justiça dos pobres. Mas, sejamos sérios, que mais dizer quando todos, inclusivé aqui no blogue, já sabíamos que o “circo” das polícias nos últimos dias destinava-se mesmo e só a abrir portas ao discurso tranquilizante e firme do engenheiro, ontem, em Bruxelas? Criminosos em Portugal é coisa vaga e de pouca importância. Todos o sabemos. Quanto muito, já o disse antes, uma questão de amigos, cartão partidário e saldo bancário. Não esperem mudanças que esta gente não tem nem nunca terá vergonha na cara. A criminalidade, essa, continua impunemente na rua. A ser tudo como agora se apura, encerrem o Ministério Público e a Polícia Judiciária porque a bota não bate com a perdigota. ( Noutro contexto, se puderem vejam este post da minha filhota ).

2 comentários

  1. É tudo a mesma pandilha… como é que se acusa alguém de 23 crimes desse tipo sem sequer ir a tribunal… mas parece que todos gostam… Não há nada a fazer…
    Isto mete-me tudo nojo, nojo e mais nojo…

  2. Abjecto, K’mrd, abjecto.


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