Imensa, Sarah Palin, goste-se ou não, a provar

o que digo desde sempre e, ontem, até ouvi na Convenção Republicana: o mundo não é a virtualidade exótica e modernaça dos delírios neoprogressistas, paternalistas ou não, ( sic Rui Tavares ), da imprensa militante de referência, das pretensas élites intelectuais, da arte degenerada, dos paneleiros ou, como disse Giuliani, de Hollywood. Pessoalmente é-me indiferente quem ganhe ou não qualquer eleição. Cá ou lá ou em qualquer outro lugar do planeta porque não acredito na farsa democrática. Muito menos penso esta eleição ir mudar seja o que for de realmente substantivo nos U.S.A.. Apesar do encanto dos nossos especialistas com um Obama que pouco diz embora, como populista de alto gabarito, seja um brilhante orador. Mas deu-me gozo ver os arautos da desgraça, os que já tinham enterrado Palin, terem de engolir uma prestação fabulosa e mostrar, aliás como McCain, ter a força de quem defende valores, princípios, ideias e tem um carácter à prova de bala. De Obama já não o direi, por muito que isso custe aos que aqui, de forma inteligente, me continuam a vir chamar de ignoranteracista. Antes assim, face ao brilho de argumentos destes na caixa de comentários. O que eles não percebem mesmo é o que está lá fora não ser o queremos ou sonhamos. A realidade, boa ou má, é a que é. Como os trabalhadores, o homem comum, o normal chefe de família, não são coutada exclusiva da esquerda caviar e burguesa com quem, aliás, pouco se identifica. Continuamos portanto a não aprender nada com Itália e Berlusconi, afinal. Obama será o candidato desses. Acredito. Mas não são as Universidades ou os jornalistas europeus que o irão eleger. É o povinho americano e, acreditem, contas só no fim. Não pintem cenários para o patego engolir. Nem todos temos vendas. Como explicar, por exemplo, a triste figura de um dito escritor, Agualusa, no Público a propósito da farsa angolana? ( Bem o Editorial de José Manuel Fernandes mas a não se perceber o espaço dado, depois, a uma crónica daquelas. Critérios plurais, suponho ). Por cá, quem for apanhado com um canivete vai dentro mas na Lei e no aumento de penas não se toca. Os consumidores portugueses, esses, ( aqui com um decreto-lei exemplar vetado pela PGR ), têm de sustentar a impunidade das operadoras telefónicas e, para os mais distraídos, as brincadeiras da Galp ou da Repsol. Só um farsante ou um cínico pode falar de Democracia. A mesma que já leva a Random House a não publicar ” The Jewel of Medina ” de Sherry Jones, de quem já aqui falei. O motivo começa a ser habitual: tudo é tolerado e permitido no Ocidente, excepto questionar ou incomodar os fundamentalistas fanáticos do Islão. No caso, ( suplemento sobre o tema ainda no Público, hoje ), um livro sobre Aisha, mulher de Maomé e responsável longíncua do que hoje enfrentamos. ( Já agora: no Irão chamar Aisha a uma miúda é uma recriminação, um insulto, uma forma de ralhar ). A filha de Abu Bakr, o primeiro califa do sunismo que roubou a sucessão legítima a Ali, primeiro Imã do xiismo. Não fosse a adúltera Aisha e talvez, hoje, a história fosse diferente. Mas, essencial de facto, é a realidade de uma censura intolerável que nos é imposta e que parece não afectar os nossos defensores da Liberdade, da tolerância, do multiculturalismo. Posso insultar a mãe de Jesus ou até caricaturar este. Não posso sequer discutir os princípios do Islão. Conhecemos de outros lados esta história. Basta lembrar que debater o holocausto ou acusar Israel de terrorista também não faz parte do dicionário das liberdades atribuídas. (  Se puderem,ver postes em baixo ). Fica o desejo: haver uma editora por cá que os tenha e publique. Em nome da Liberdade. Tão só.

( Temporariamente, espero, fiquei sem links. Terei de esperar pela ajuda da minha filha porque eu não percebo nada disto, como sabeis ). 

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