Curiosamente, duas crónicas diferentes, ( no Público ), chegam, não o querendo,

ao ponto fundamental. A propósito, ambas, das eleições norte americanas. Não tendo particular simpatia por qualquer dos candidatos ou crença em que algo de substancial vá mudar, lá e no Mundo, por conta das ditas, sou dos que pensam serem os USA a principal causa da decadência europeia, o vírus que nos corrói. Só nesse sentido me interessa a disputa Hussein versus McCain. Pelas consequências futuras que trará num domínio completamente diferente. As que preocupam, parece, Teresa de Sousa. Por mim fico encantado em ver que a discussão pende para o campo cultural pela mão de Sarah Palin, que em termos ideológicos nada me diz. Para a discussão no campo dos Valores. Pouco me interessam os interesses transatlânticos. Mas sei que uma vitória de McCain é a derrota dos valores de uma agenda cultural aberrante, a mesma agenda que arruina, dia a dia, a Europa. Onde a legalização e o incentivo ao Aborto, de mão dada à abertura selvagem da Imigração, da defesa do multiculturalismo, dos ditames do pensamento politicamente correcto, de mais Estado ou dos casamentos gays, do Chavez e do totalitarismo populista crescente na Latina América, são apenas meros detalhes do que ainda aí virá. No mundo da investigação genética, por exemplo. Por isso, por uma vez, concordo com o texto de Rui Tavares, embora pelos motivos opostos. Que se danem os interesses porque me interessam é os valores. Aos que por cá e Europa fora são bandeiras de uma pretensa modernidade degenerada, esses que nos conduziram às ruínas civilizacionais, a de Sócrates, Soares, Zapatero ou do próprio Rui Tavares, a esses, antes Sarah Palin. Ela ser ou não do Alasca já é um problema dos eleitores americanos. Importa-me é o seu discurso e saber que a derrota do Hussein Obama será uma pequena vitória numa guerra previsivelmente longa. A da Ética. O resto é economia, estúpidos, e aí manda a China com os valores que se lhe conhecem. E é ainda o nosso País de triste figura. Onde angolanos históricos como Justino Pinto de Andrade arrasa a Angola do Estado-Partido, tão elogiada, ontem, por Vital Moreira. A mesma onde, na fronteira com a Namíbia, começam a descobrir-se valas comuns e sinais de genocídio da tribo Ovimbundu, por acaso, base de apoio da UNITA. Meros detalhes, eu sei, para os avençados por cá da Sonangol, de lá. Onde a Educação é uma farsa. ( E a minha filha ainda não tem aulas, engenheiro… liceu KO ). Ou as Polícias. Ou a Justiça. Ou Rui Pereira. Ou o saco de gatos na Câmara de Lisboa onde em nome do Povo, naturalmente, e de uma pretensa união das esquerdas, ontem já aplaudida pelo meu caro Daniel Oliveira, se defende ferozmente o tacho. O Poder. Afinal, ainda e outra vez, os Valores e Princípios. Ou a falta deles. Até já este bota sentença. E curiosa que ela é.

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