Esta República morreu, o Regime implodiu e mesmo assim

valerá a pena ler atentamente a entrevista hoje de Cavaco juntando-lhe a tomada de posição do PêPêDê, ontem, a propósito das alterações eleitorais. Quando o parceiro de manjedoura do PS se preocupa tanto com a asfixia galopante a que o engenheiro sujeita o País para abocanhar de qualquer forma e maneira o Poder ( dito ) democrático, pesem os já de longe sinais de autoritarismo ( camuflado com muita Propaganda  como se pode ler hoje neste, onde Guinote desmonta parte do espectáculo ), mas onde a claustrofobia de facto se instalou de há muito, em teoria deveríamos andar preocupados. E, no entanto. Ao sentimento de crise difusa e geral, frustação e muita impotência. O jogo está viciado desde a implantação da República, digo-o eu que não sou monárquico, mas seria ingenuidade pensar que a abrilada de 74 pudesse acabar de outra maneira. Deixem andar que vai piorar. Nem por acaso acabei esta noite de ler as Memórias de Soljenitsyne e já ele lembrava que na defesa das Liberdades é imperioso desmontar os embustes da social-democracia, ( mesmo que ela seja a da esquerda caviar ), no caso acusando o cinismo de um não menos cínico Brandt, ou quando escreve de forma clara terem sido sempre os negócios e interesses do Grande Capital os mais fiéis aliados da máquina comunista ( e marxista, em geral ), na luta e na repressão dos dissidentes. Vaticano, incluído, como os ditos liberais, os de ontem como os de hoje. Nada de muito novo aqui na linguagem do blogue mas que convem sempre recordar e já agora, por fim, reler Alexis de Tocqueville, parece, a merecer a atenção necessária de muita da nossa intelectualidade bacôca. O mundo, esse como este, continua a ser um lugar perigoso, como Portugal aliás, mas onde o povo, ao contrário de nós, é menos sereno e tem a paciência mais curta. Felizmente. Com o Papa na  França da Bruni e do Sarko sobram estes e incógnitas mais que muitas sobre a cobardia, a omissão, a postura defensiva, o recato silencioso da nossa Igreja Católica. Coisas estranhas onde já nada é estranho. A Palin mantem a agenda e eu insisto como o outro que, apesar dos optimistas virtuais, prognósticos só no fim e se calhar grandes surpresas e decepções para os lados do Hussein, Obama. Sejam felizes se souberem, puderem ou vos deixarem.   

Anúncios

1 Comentário

  1. Não deveríamos implodir também? Ou melhor, quando teremos a sorte de chegar a nossa vez?


Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

  • Blog Stats

    • 61,879 hits