Lata, hipocrisia, propaganda, falta de senso, cinismo e outros arrivismos.

Será preconceito. Má vontade. Mas a pose do deputado Pedroso ontem, a abrir o novo ano parlamentar, soou, em cada gesto ou palavra, a provocação gratuita, deliberada e insultuosa a qualquer cidadão que não comungue do espírito da seita. E, para sossego do cidadão Pedroso, esta crítica não é anónima e vai assinada. Aliás, Pedroso mostrou-se um pouco como o engenheiro, em público, efusivo e beijoqueiro, no seu reencontro com a amiga Fátima Felgueiras. Um gesto ensurdecedor, um sinal inadmissível da pressão governamental sobre o Sistema Judicial, ( sendo que na política o que é parece ), o mesmo Sistema que, acabada pelos vistos a Criminalidade, mandou a Associação Criminosa de tráfico e vendas ilegais de armas quase toda, tranquilamente, para casa. Combate à criminalidade. Pois. Os arguidos eram bófias.

 

O PêPêDê, como o CDS, ou outra qualquer representação parlamentar é hípócrita. Não vou perder tempo a propósito da nova Lei do Divórcio, embora recomende a leitura do Editorial do Público, hoje, ( José Manuel Fernandes ), a apontar falhas constitucionais e mais um triunfo da judicialização da vida colectiva. Na lenga lenga em torno da coitada da mulher ou dos filhos a receita é a mesma do preto. A culpa é sempre do branco. Aqui, é do homem. Nos paneleiros da sociedade hetero. Adiante. Agora: a deputada social-democrata do Bloco de Esquerda, a senhora Pinto, foi protagonista das tiradas mais indignadas e exaltadas em nome, pasme-se, do fim dos casamentos forçados. Estará o Bloco pronto, finalmente, a meter no bolso a sua tolerante intolerância multicultural e a assentar baterias no mundo escondido e tolerado da nossa Imigração africana, hindu e islâmica e, em nome das Mulheres, atacar o que todos conhecemos e sabemos? Casamentos impostos e arranjados, comprados? Meninas de seis anos a quem já se escolheu o futuro marido? A poligamia assumida e impune de um alto líder tabligh que por acaso até foi alto dignatário da CIL? Ou a trazer, ainda, o combate à excisão genital feminina para a primeira linha, por cá também praticado? Será que, aqui como no Crime e no resto, somos cidadãos de 2ª no nosso próprio País e a Imigração está realmente acima da Lei? Podemos ser claros e coerentes? Honestos? Citando um momento lapidar de C. Cunha e Sá basta deste ” arrivismo insuportável ” de uma esquerda burguesa, autista, liberal, exótica ou fracturante, seja ela a do PSD, do PS ou do Bloco. O dia, esse está bonito. Com chuva e tudo. Reina a paz no País anedótico do anedótico Manel Pinho. 

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