Realidade e distorção. O crude dispara, de novo,

ao Bush só faltam as barbas do Marx, as shot shelling foram proibidas e, como sempre por aqui escrevi, a nossa esquerda como verdadeira herdeira do pior do legado salazarento anda eufórica com as guinadas económicas. Percebe-se. Aliás, ao que parece, sem regulação, corporações e mais Estado, por cá, do CDS ao Bloco ninguém pode passar e, muito menos a mudança socrática do Portugal moderno que, imperturbável, passa ao lado da dita crise. Hoje, há show time que de circo se vive e sobrevive por cá, com o “magalhães” a animar a malta, muita dela nem o pequeno almoço tomou, e um ensino onde a querida Tia Milú já garante 100% de sucesso no 9º. ano. Abençoado progresso. Azar o meu o de ter de ser comedido em festejos, não por descrença na Propaganda, mas por uns malandros terem resolvido descer o preço dos genéricos em 30% e assim arriscar-me a uma ruptura de stocks nos medicamentos e, daí, ainda me ir dar o badagaio que sem eles a coisa não dá. Leio Helena Matos e percebo alguma coisa, o que se vai tornando raro. Apenas fica o reparo. Porque não, já agora, lembrar ao engenheiro a hipótese de penhorar, em nome da integração e do combate à criminalidade, as casas dos nossos emigrantes para as doar aos pobres tadinhos dos imigrantes ? Leio a blogo e espanto meu com tanta lamechice pindérica, tão corectaaaaaaaaaa, com o tal dia sem carros. Onde ? Bicicletas, em Dresden, alinho. Por cá, tenham juízo e não sejam tão ecos. Recuperem é o velho burro em vias de extinção ou andem a pé.  Mesmo quando, no respeitável e referencial Público, honra e paragonas centrais vão para outro ser criativo da modernidade, um pornógrafo chamado Buck, coisa importante tratando-se de um gajo que é gaja, transexual, pansexual, muito macho, empresário de sucesso no ramo da pornografia e coisas assim mas que, jura, não é freak nem animal de circo. Mesmo quando a modernidade dá nisto. ( Terá sido falta de um “magalhães” ? ). Miudezas colaterais, claro. Melhor só ouvir o Soares na sua cruzada antiamericana e a esquecer-se, como em toda a sua heróica biografia de pilantra, como é hábito, do seu passado amigável e cúmplice com a CIA do Carlucci. É. País estranho este. E o freak sou eu. Naturalmente medidas que fazem todo o sentido só podem mesmo provocar a indignação. Universitários sem praxes dentro da escola ? Olha que coisa tão prémoderna. Por mim, era dentro e fora, mesmo e apesar do lobbie da cerveja. ( Enquanto rabiscava este ouvia a RTP. Praça da Alegria, acho. Momentos de Propaganda pura, abjectos. Percebi, por fim, a finalidade da ERC. Haja vergonha, porra! ).

1 Comentário

  1. […] a que a vota os Rui Pereira do Regime. Curioso, ler Pacheco Pereira, ontem, a desenvolver o que escrevi. Todos são poucos e o intelectual do cavaquismo sempre tem outra reputação e erudição, […]


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