A manhã coagulada nesse azul rutilante de Klein,

esmagada na queimadura infecta e gangrenada do País que parecem não querer ver. Putas, xulos, pedófilos, paneleiros, pornógrafos, mestres de compasso, mações negros como negros são os dias, gritos silenciados, ladrões, os da rua, e outros menos respeitáveis e recomendáveis em trabalho de rapina, das cadeiras de São Bento às patas que nos espoliam, sombrias e obscuras, trabalho, dinheiro e direitos. O novo lápis azul da liberdade inócua, a do rebanho, ( chegará à Mercedes? ), onde a referência do Público, por exemplo, censura postes e tem medo das palavras, ( como os últimos daqui ), mas se lamenta do Governo e se alimenta da merda habitual. A hipocrisia. Onde ou andamos todos gratos, venerandos e obrigados, à velha moda salazarenta ou, sendo nacionalistas somos de extrema-direita e nunca de esquerda, boicotados e apagados por sermos assumidamente desalinhados e chamarmos os bois pelo nome não nos deixando seduzir pela modernidade fracturante. Os vermes fazem deste o seu tempo, de crime em crime, escreveu-o Herberto Helder, e por entre o sono da cidade apetece dizer com amor: matem-os! Venha o terror, desça a guerrilha à rua que de espera, basta. As palavras são abstracções. Exilados no interior de nós, será tempo, agora quando as cadeias da democracia de raiz chavista se abrem para receber os condenados por delito de opinião em gesto aplaudido pelos avençados e cobardes de sempre. Mesmo quando os que agora são encarcerados por delito de opinião não são nossos Camaradas de combates. É tempo de saber e ousar Resistir. Lisboa poderá ser para essa minoria que nos tutela Luanda, o Rio ou Islamabad. Para os domados que vivem da gamela do Poder. Para os abrilados do Sistema. Portugal não irá ser pasto de canalhas. Censurem, calem, prendam. Nós, lutaremos. Este blogue, não partilhando das ideias e comportamentos de Mário Machado e dos seus companheiros, vai silenciar-se aqui. Por uma questão de coerência. De ética. De solidariedade. Um gesto. Não a um Portugal amordaçado. Não a um Portugal silenciado. Não a um Portugal onde se pode defender o 11 de Setembro nas Mesquitas, ou os direitos das minorias e dos imigrantes, e faz das suas vozes discordantes presos políticos. Lutem, Kamaradas! 

( Blogue interrompido por tempo indeterminado em Solidariedade com os presos políticos, condenados ontem em Monsanto ). 

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4 comentários

  1. Um dia na Europa vai começar a amanhecer. Termos então a verdadeira liberdade, a verdadeira democracia o verdadeiro socialismo.

  2. que o vosso silêncio seja breve camaradas!!!
    obrigado pelo constante apoio/visitas 🙂
    beijos e abraços 🙂

  3. Espero que não seja por muito tempo caro amigo PR.

    Até já 🙂

  4. «Blogue interrompido por tempo indeterminado em Solidariedade com os presos políticos, condenados ontem em Monsanto»

    —> Vocês não digam que eles são mais ‘mauzões’ do que aquilo que vocês estavam à espera!!!

    De facto:
    —> É inadmissível o discurso choramingas/infantil adoptado pelos Nacionalistas (e não só…): é PATÉTICO andar por aí a proclamar «A, B, C, etc são mais ‘mauzões’ do que aquilo que nós estávamos à espera…».
    —> Só há um caminho a seguir: procurar uma Estratégia de Luta pela Sobrevivência, e depois: ou se Sobrevive… ou não se Sobrevive…


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